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O câncer de rim é detectável pelo exame de urina?

3 semanas atrás
O câncer de rim é detectável pelo exame de urina?
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    O exame de urina é um dos mais solicitados pelos médicos, pois fornece um panorama geral da saúde do paciente. Esse exame também ajuda a diagnosticar problemas renais. Os exames de urina servem para: identificar hematúria que é a presença de sangue na urina, quantidade de proteínas (proteinúria),glicose, acidez, níveis de minerais e outras substâncias que podem ser indicativas de alguma doença ou infecção.

    Mas será que uma amostra de urina também pode ser útil para identificar sinais de câncer? Continue a leitura para entender mais sobre o assunto!

    Como é feito o diagnóstico do câncer de rim?

    Segundo pesquisas realizadas pelo American Cancer Society exames de rotina que identificam sangue na urina podem indicar uma suspeita de câncer. No entanto, como sangue na urina pode sinalizar vários problemas, é necessário realizar exames complementares para chegar ao diagnóstico conclusivo. Geralmente, são solicitadas a ultrassonografia do abdome e/ou a tomografia computadorizada do abdome.

    O câncer de rim costuma ser silencioso em sua fase inicial, sem apresentar sintomas, mas em determinadas pessoas ele pode causar:

    • dor na parte lateral da barriga e nas costas;

    • sangue na urina;

    • inchaço abdominal e

    • perda de peso.

    É importante frisar que esses sintomas podem ser provocados por outros tipos de problemas, que não se resumem somente ao câncer renal. Por isso, a importância de procurar um nefrologista para a verificação das causas.

    Tipos de câncer de rim

    Existem diferentes tipos de câncer de rim, os mais comuns são:

    Carcinoma de Células Renais Claras – é o mais comum, presente em cerca de 70% a 90% dos casos. Ele é originado no tubo responsável por filtrar as impurezas do sangue.

    Carcinoma Papilar de Células Renais – representa entre 10% a 15% dos casos. Ele é pequeno, pouco palpável, mas pode bloquear a urina e vias urinárias, além de causar dor.

    Carcinoma Cromófobo de Células Renais – responsável por 4% a 5% dos casos, esse câncer não pode ser visto em exames sem cor e reage apenas a corantes azul escuro ou roxo. Ele tende a ser menos agressivo que os outros tipos.

    Ductos Coletores – é um tipo raro, porém agressivo, e representa apenas 1% dos casos. Ele se origina em uma das estruturas do rim, chamado tubo de Bellini.

    Sarcomatoides – também é raro e agressivo, representando 1% dos casos. As características são parecidas com as do carcinoma renal de células claras.

    Quais são as causas do câncer de rim?

    Os estudos sobre as causas do câncer de rim apontam para o hábito de fumar, como o principal causador do problema. Mas, existem outros fatores que podem dar o início a um câncer renal, são eles:  hipertensão, obesidade, contato industrial com cádmio, asbestos, chumbo e hidrocarbonetos aromáticos.

    Existe tratamento para o câncer de rim?

    Sim, existe o tratamento para o câncer de rim. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais eficiência terá o tratamento. Segundo American Cancer Society, o câncer de rim está entre os 10 tipos de cânceres mais frequentes entre homens e mulheres. Em geral, o risco de desenvolver câncer de rim em homens é cerca de 1 em 46. Já nas mulheres a estimativa é de 1 em 82.

    O tratamento para o câncer de rim depende do estágio em que foi diagnosticado. No estágio 1 e 2, os tumores ainda estão confinados dentro do rim. No estágio 3 o câncer já invadiu os vasos renais ou se disseminou para os linfonodos próximos.

    Nesses casos, quando possível, são retirados cirurgicamente, por nefrectomia parcial ou radical. Para tumores de até 7 cm é, muitas vezes, realizada a nefrectomia parcial. Os linfonodos próximos ao rim podem ser retirados, principalmente se estiverem aumentados.

    Já o tratamento no estágio 4 e 5 da doença depende da extensão do tumor e do estado de saúde geral do paciente. Em alguns casos, a cirurgia ainda pode ser uma parte do tratamento. O câncer de rim avançado é difícil de ter resultados positivos, ensaios clínicos com novas combinações de terapia alvo, imunoterapia ou outros novos tratamentos também são opções a serem considerados. Por isso, a importância de estar com os exames em dia, e procurar um especialista em rins em caso de suspeita.

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    - Técnica Unidade Hospitalar - CRM/SC 0000

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