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Tipos de tratamentos para as doenças renais crônicas

5 meses atrás
Tipos de tratamentos para as doenças renais crônicas
Tipos de tratamentos para as doenças renais crônicas

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    Conhecer os tratamentos para as doenças renais crônicas é essencial para quem sofre dessa condição e preocupa-se com o seu futuro. Atualmente, já existem três métodos altamente eficazes que trazem mais qualidade e aumentam a vida dos pacientes afetados por essa enfermidade.

    Conforme a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial há, no Brasil, mais de 10 milhões de pessoas com problemas renais.

    Além disso, segundo o Ministério da Saúde, a doença renal crônica causa 2,4 milhões de mortes anualmente em todo o mundo.

    Esses dados mostram a importância de conhecer os tratamentos para as doenças renais e procurar ajuda de um médico especialista para evitar complicações. Continue lendo e saiba mais.

    O que é a doença renal crônica e quais seus tipos?

    Antes de falar sobre os tratamentos para as doenças renais crônicas é importante entender essa complicação. Os problemas que afetam os rins de forma crônica são aqueles que reduzem a sua capacidade de filtração gradativamente, o que pode ocorrer rapidamente ou ao longo de muitos anos.

    Existem muitos problemas que levam um paciente a ser diagnosticado com doença renal crônica, como:

    • problemas na formação dos órgãos;

    • formação de pedras renais;

    • infecções recorrentes e

    • câncer de rim.

    Além disso, doenças como diabetes e pressão arterial alta também causam a perda progressiva da função renal.

    Quais são os tipos de doença renal crônica?

    A doença renal crônica é classificada de acordo com o grau de comprometimento dos rins. Para avaliar essa função, utilizam-se fatores específicos, como imagens dos órgãos, exame de urina e a taxa de filtração glomerular (TFG).

    A TFG é estimada a partir de uma equação que considera diversas questões, como:

    • gênero;

    • etnia;

    • idade e

    • quantidade de creatinina no sangue.

    A partir do cálculo, o paciente é classificado em um dos estágios abaixo:

    • Estágio 1: TFG acima ou igual a 90 mL/min/1,73 m², com alterações no exame. Normalmente, não há sintomas nesse estágio.

    • Estágio 2: TFG entre 60 a 89 mL/min/1,73 m². É mais comum em idosos, causado pela perda natural da função renal.

    • Estágio 3A: TFG entre 45 a 59 mL/min/1,73 m². Há o início da manifestação de sintomas, como cansaço, alteração nos hábitos urinários e anemia.

    • Estágio 3B: TFG entre 30 a 44 mL/min/1,73 m². Ocorre o agravamento dos sintomas.

    • Estágio 4: já é considerado crítico, caracterizado pela TFG entre 15 a 29 mL/min/1,73 m².

    • Estágio 5: chamado estágio terminal. Nesses casos, a TFG está abaixo de 15 mL/min/1,73 m².

    Quais os tratamentos para as doenças renais crônicas existentes?

    A partir da classificação acima, o nefrologista define qual é a abordagem mais apropriada para cada caso, considerando as diversas opções de tratamentos para as doenças crônicas.

    Quando a taxa de filtração glomerular está acima de 20 mL/min/1,73 m², ou seja, nos estágios 1 até uma parte do 4, o tratamento recomendado é o conservador, que engloba medidas clínicas para retardar a piora da função renal, reduzir os sintomas e prevenir complicações. As principais estratégias utilizadas nesse método são:

    • controle da pressão arterial;

    • interrupção do tabagismo;

    • tratamento da dislipidemia;

    • uso de remédios para melhorar os sintomas e reduzir a perda de proteínas;

    • tratamento de doenças consequentes do problema renal, como anemia e perda óssea e

    • mudança na dieta.

    Nos casos em que a TFG está abaixo desse limite, recomenda-se iniciar um dos tratamentos para as doenças renais crônicas que fazem a filtragem do sangue. Atualmente, existem três opções. Conheça quais são elas.

    Diálise peritoneal

    Nesse método, a filtragem ocorre no corpo do paciente, mais especificamente na cavidade peritoneal, localizada no abdome. Após ser realizado um acesso a essa área com a inserção de tubo flexível, que fica fixo, é aplicado um líquido de diálise, chamado dialisato.

    Ele consegue interagir com as impurezas do sangue que o rim não consegue filtrar. É como se fosse uma peneira que concentra todas as substâncias em excesso. Após um tempo, é feita a retirada do líquido com todos esses compostos.

    Esse processo, para ser eficaz, deve ser feito algumas vezes durante o dia, por isso, geralmente, é conduzido na própria casa do usuário, por ele mesmo ou pelos seus familiares.

    Diálise peritoneal automática

    Outra opção entre os tratamentos para as doenças renais crônicas é a diálise peritoneal automática. O seu funcionamento é muito semelhante ao anterior, mas ao invés da colocação e da drenagem do líquido ser feita manualmente, é um equipamento que executa esses processos.

    Normalmente, isso ocorre no período da noite, bastando o paciente fazer a conexão do seu acesso no aparelho e ir dormir. De manhã, é só desconectar e ter uma rotina regular.

    Hemodiálise

    Na hemodiálise o processo de filtragem acontece externamente, em uma máquina chamada dialisador. O funcionamento é similar a diálise, mas ao invés do líquido entrar em contato com o sangue no abdômen, ele é retirado e passa por um equipamento, voltando ao corpo quando está sem impurezas.

    Para isso, é feito um acesso vascular que pode ficar no braço ou na perna, dependendo da saúde dos vasos e da escolha do paciente.

    Quando procurar um profissional?

    Se você foi diagnosticado e orientado a iniciar um dos tratamentos para as doenças renais crônicas, consulte um nefrologista quanto antes para identificar qual é o mais indicado para o seu caso. Esse conselho também é válido para quem desconfia que tem problemas nos rins e está com sintomas incômodos.

    Na consulta, o médico analisará a sua saúde, pedirá exames complementares e, caso seja necessário, orientará o método mais adequado para o grau da sua condição.

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