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Entenda os benefícios da Diálise Peritoneal Automática

1 mês atrás
Diálise Peritoneal Automática
Entenda os benefícios da Diálise Peritoneal Automática

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    A Diálise Peritoneal Automática é uma opção de tratamento para quem sofre de doenças renais. Geralmente, indica-se para quem está em uma fase mais avançada da patologia, quando a função do rim precisa ser substituída artificialmente.

    Mas, ao falar sobre esse tratamento, pode ser que os pacientes tenham dúvidas, principalmente sobre a diferença dessa terapia para a Diálise Peritoneal Ambulatorial continua.

    Para trazer mais informações sobre essa técnica, seus benefícios e indicações, criamos esse artigo. Continue lendo para saber mais e tirar as suas dúvidas.

    O que é Diálise Peritoneal Automática?

    A Diálise Peritoneal Automática é uma técnica de tratamento para doenças renais, que faz a substituição do processo de filtragem do sangue. Ao contrário da hemodiálise, onde retira-se o sangue para remover as impurezas, esse procedimento ocorre no corpo do paciente, com o auxílio de um filtro natural, o qual chama-se peritônio.

    O peritônio é uma membrana bem fina e porosa colocada em contato com os principais órgãos abdominais, área chamada cavidade peritoneal. Para realizar a filtragem, um líquido de diálise, conhecido como dialisato, é aplicado na área através de um tubo flexível.

    Esse líquido consegue interagir com algumas substâncias, como a creatinina, o potássio, a ureia, e com o excesso de líquido que o rim não consegue filtrar. Posteriormente, há a sua drenagem com todos esses compostos.

    Diálise Peritoneal Automática ou Ambulatorial Contínua?

    A explicação acima serve para duas técnicas de Diálise Peritoneal: a ambulatorial contínua e a automática. O que muda entre elas é a forma da aplicação e da drenagem do líquido de diálise.

    No caso da Diálise Peritoneal Ambulatorial Continua esse processo ocorre manualmente, realizado pelo paciente, por um familiar ou por um profissional da saúde. Normalmente, há quatro trocas por dia, de manhã, no almoço, de tarde e de noite.

    Vale ressaltar que, apesar de falarmos que ocorre manualmente, não há a aplicação do líquido diretamente no paciente por uma injeção, por exemplo. O responsável deve apenas trocar as bolsas que estão ligadas ao cateter que fica fixo no abdome.

    Já na Diálise Peritoneal Automática essa troca ocorre através de uma máquina cicladora, que efetua tanto a infusão quanto a drenagem do dialisato. Em geral, realiza-se esse processo à noite, enquanto o paciente dorme. Para isso, basta fazer a conexão do cateter com a máquina, que deverá estar ligada a uma bolsa de líquido para diálise. A drenagem, por sua vez, ocorre com uma linha de saída que deve ir para um ralo ou para um recipiente rígido.

    Quais são os benefícios da Diálise Peritoneal Automática?

    A principal vantagem da Diálise Peritoneal Automática está na possibilidade de fazer o tratamento em casa, sem precisar ir até o hospital diversas vezes durante a semana ou mês, o que traz mais conforto para o paciente e para os seus familiares.

    Como o cateter é fixo no abdome do paciente, não há nenhuma dor durante tratamento, já que não é necessário fazer punções em cada nova sessão. Além disso, diminuem-se os riscos de haver infecções, comuns entre os pacientes com doença renal terminal e que representam cerca de 14% dos óbitos.

    Um estudo realizada pela Baxter Renal Care Services, empresa especializada em doenças renais, mostra que esse tratamento diminui em 39% o total de internações entre os pacientes que fazem Diálise Peritoneal em casa.

    Outro benefício dessa modalidade, quando comparada com a ambulatorial contínua, é a possibilidade de o paciente poder continuar trabalhando e tendo uma rotina, sem grandes limitações.

    Quando indica-se essa modalidade de tratamento?

    A Diálise Peritoneal Automática é indicada para pacientes que sofrem de insuficiência renal grave, seja de forma temporária, conhecida também como aguda, ou de maneira permanente, conhecido como crônico. Para iniciar esse tratamento, é preciso ter a indicação de um nefrologista.

    Ele também irá determinar os detalhes para garantir o sucesso dessa técnica, como a quantidade de líquido que deve ser colocada, o tempo que deve ficar no organismo e a quantidade de sessões por dia.

    Para isso, é necessário ter resultados que mostrem:

    • quantidade de ureia, potássio e creatinina no sangue;
    • quantia de urina produzida em 24 horas; e
    • porcentagem de funcionamento renal.

    Agora que você já sabe mais sobre a Diálise Peritoneal Automática, agende uma consulta com um nefrologista em Florianópolis. Caso você ainda tenha alguma dúvida, basta entrar em contato conosco.

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    A Clinirim – Clínica do Rim e Hipertensão Arterial é uma instituição de saúde localizada em Florianópolis (SC) que tem como principal objetivo oferecer bem-estar e qualidade de vida para pacientes portadores de doenças renais crônicas.