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Como identificar de forma precoce os sinais de doença renal?

Atualizado em: 06/06/2023 | Publicado em: 02/06/2023
Como identificar de forma precoce os sinais de doença renal?

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    É preciso entender que, quando os sinais de doença renal começam a aparecer, geralmente, significa que o problema está em estágios moderados ou avançados. Dessa forma, a única forma de identificar, precocemente, eventuais alterações no funcionamento dos rins é realizando exames de rotina (de sangue e de urina) periodicamente.

    Neste artigo, apontamos quais manifestações podem ter relação com as principais nefropatias. Explicamos, também, como é o diagnóstico precoce e quando é necessário procurar um nefrologista — médico especialista em problemas renais. Confira!

    Quais são os sinais de doença renal?

    Existem diversos sinais de doença renal. Entre os possíveis indícios, destacam-se:

    • alterações na urina (como coloração mais escura, consistência espumosa, odor forte e jato miccional menos intenso);
    • mudanças na frequência urinária, a qual pode aumentar (levando a acordar, várias vezes, durante o sono para urinar) ou diminuir ao ponto de cessar (não conseguir urinar);
    • hematúria (presença de sangue na urina);
    • edemas nas pernas, tornozelos, pés e/ou mãos;
    • inchaço persistente ao redor dos olhos, principalmente, de manhã;
    • hipertensão arterial (pressão alta);
    • sensação de náuseas e/ou vômitos frequentes;
    • episódios de febre, calafrios, mal-estar e cansaço contínuos;
    • palidez, devido à anemia;
    • redução do apetite;
    • perda de peso sem motivo aparente;
    • protuberância (volume) abdominal;
    • pele mais seca, com coceira e irritada;
    • cãibras à noite;
    • dor lombar difusa, irradiada para um dos flancos, virilha e, por vezes áreas distantes;
    • dor na região abdominal ou abaixo das costelas;
    • dor lombar repentina e excruciante, geralmente, acompanhada por vômitos;
    • sintomas ainda mais genéricos, como problemas para dormirfalta de concentraçãomudanças nos ciclos menstruaisdificuldade de ereção, entre outros.

    Quando procurar um nefrologista?

    Deve-se procurar um nefrologista ao perceber um ou mais possíveis sinais de doença renal, principalmente quando ocorrem de maneira frequente e/ou existem fatores de risco associados. O especialista irá analisá-los, realizar alguns exames físicos e, com base nas suspeitas levantadas, solicitar exames laboratoriais complementares.

    Mas, é importante lembrar que pessoas com risco aumentado para o desenvolvimento de nefropatias precisam realizar o check-up nefrológico periodicamente, mesmo sem problemas aparentes. Nesse grupo, incluem-se os hipertensos, os diabéticos do tipo 1 e 2, os pacientes oncológicos e os portadores de lúpus eritematoso sistêmicos (LES). O mesmo vale para quem tem ou já teve cálculos ou cistos renais, bem como para os que possuem histórico pessoal ou familiar de doenças renais.

    Há, ainda, a recomendação para que pessoas pertencentes a outros grupos de risco façam os testes de função renal preventivamente. É o caso daqueles com mais de 60 anos que são ou já foram fumantes, que estão obesos e/ou que fazem ou fizeram uso prolongado de analgésicos.

    Como é realizado o diagnóstico precoce?

    O primeiro passo para identificar distúrbios renais precocemente é a realização dos exames de rotina. As análises de sangue e urina são habitualmente solicitadas pelos médicos que fazem os acompanhamentos periódicos, como o ginecologista e o urologista. Além desses especialistas, os exames também podem ser pedidos pelo clínico geral, pelo pediatra ou pelo geriatra, conforme a faixa etária do paciente.

    Se os resultados mostrarem alterações que sugiram problemas nos rins, o profissional fará o encaminhamento do paciente para o nefrologista. Esse, por sua vez, solicitará exames mais acurados, para identificar e quantificar substâncias relacionadas a distúrbios na função renal, tais como:

    • urina 1 (ou urocultura), o qual mostra a presença de proteínas, glicose, gorduras, hemoglobina, ácidos e células de pus, bem como as variações nas quantidades de creatinina, fósforo, potássio, sódio, cálcio, sódio, ácido úrico e oxalato;
    • hemograma completo, para dosar os níveis de proteínas, hemoglobinas, creatinina, ureia, glicose, colesterol, cálcio, ferro, fósforo, sódio, CO2, eletrólitos e outras substâncias;
    • exames de imagem (como radiografia do abdômen, ultrassonografia ou tomografia dos rins e do trato urinário, angiografia renal, urografia intravenosa, uretrocistografia miccional ou pielografia),para visualizar a região em detalhes;
    • biópsia renal, em casos específicos, como quando o especialista desconfia da existência de glomerulopatias, insuficiência renal aguda, entre outras.

    Por fim, vale reforçar que muitas nefropatias passam boa parte do tempo sem provocar sintomas clínicos, atrasando os diagnósticos em quem não faz os acompanhamentos preventivos. Dessa forma, ir ao médico apenas quando apresenta problemas é, por si só, um agravante.

    Para não cometer esse tipo de equívoco, comprometa-se com a sua saúde e compareça às consultas médicas de rotina regularmente. E, caso apresente um ou mais sinais de doença renal, procure um especialista o mais rápido possível. Mesmo que sejam relacionados a outras condições, vale a pena investigar!

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    A Clinirim – Clínica do Rim e Hipertensão Arterial é uma instituição de saúde localizada em Florianópolis (SC) que tem como principal objetivo oferecer bem-estar e qualidade de vida para pacientes portadores de doenças renais crônicas.