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Entenda a relação entre diabetes e insuficiência renal

Atualizado em: 09/11/2023 | Publicado em: 09/11/2023
Entenda a relação entre diabetes e insuficiência renal

Diabetes e insuficiência renal são distúrbios comumente relacionados. Na verdade, o primeiro pode tanto ser agravante como causador da segunda. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN),25% dos portadores de diabetes tipo 1 e entre 5 e 10% dos portadores do tipo 2 desenvolvem falência grave dos rins.

Neste artigo, explicamos a ligação entre as doenças e como prevenir complicações. Vale a pena conferir!

Qual é a relação entre diabetes e insuficiência renal?

diabetes se caracteriza pela hiperglicemia, ou seja, pelo aumento das taxas de glicose (açúcar) no sangue. Sem o devido tratamento, essa condição prejudica o organismo, principalmente, o coração, os olhos, o sistema nervoso e os rins.

Portanto, a relação entre diabetes e insuficiência renal decorre da sobrecarga exercida nos rins, devido aos altos níveis de açúcar no sangue.

Tal excesso danifica os vasos sanguíneos, tornando-os enrijecidos e dificultando a filtragem. Nesse processo, os rins acabam perdendo proteínas na urina (albumina) — o que resulta na chamada nefropatia diabética (também chamada de doença renal do diabetes).

Com o avanço dos anos, sem o devido tratamento, a taxa de filtração glomerular (TFG) vai sendo cada vez mais afetada. Com isso, a função renal se torna, progressivamente, mais lenta.

Muitas vezes, esse cenário leva à paralisação (parcial ou total) dos rins, implicando na necessidade de fazer alguma terapia renal substitutiva. Estima-se que um terço dos diabéticos desenvolvam insuficiência renal crônica.

Como os diabéticos podem prevenir a insuficiência renal?

Nem todo diabético desenvolverá alguma nefropatia. Mas, considerando que o número de portadores de diabetes deve alcançar 300 milhões de pessoas até 2030, é imprescindível explicar como controlá-lo adequadamente.

Para isso, recomenda-se:

  • adotar uma rotina alimentar saudável, baseada em alimentos in natura e minimamente processados, sempre seguindo as orientações do nutricionista para promover o controle glicêmico;
  • praticar atividades físicas (de intensidade moderada ou vigorosa) regularmente, por pelos menos, 150 a 300 minutos semanais;
  • tomar as medicações para o controle da glicemia e, se preciso, usar insulina, conforme a prescrição do endocrinologista;
  • fazer a automonitorização dos níveis glicêmicos no dia a dia, com o uso de aparelhos como os glicosímetros, para mantê-los o mais próximo possível da normalidade;
  • tratar as comorbidades, tais como sobrepeso ou obesidade, hipertensão arterial, colesterol e/ou triglicérides alto(s),doenças cardiovasculares, entre outras;
  • evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar;
  • consultar o endocrinologista e os demais especialistas envolvidos no tratamento, periodicamente;
  • realizar os exames de rotina para o acompanhamento da doença, como glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico, testes de função renal, entre outros, solicitados conforme o quadro individual.

Quais são os sintomas da insuficiência renal em diabéticos?

Como mostrado, qualquer pessoa com diabetes (tipo I ou II) tem risco aumentado para doenças renais crônicas (DRC). Para complicar, essas enfermidades podem passar boa parte do tempo assintomáticas, o que dificulta seu diagnóstico e controle precoce.

Com isso, os rins podem ser danificados de forma irreversível, levando à insuficiência renal crônica. Os indícios precoces dessa condição em diabéticos são:

Já os sinais e sintomas tardios são mais variados. Entre eles, destacam-se:

  • inchaço nos membros inferiores;
  • edema nos tornozelos;
  • cãibras na perna;
  • altos níveis de nitrogênio ureico no sangue;
  • redução da TFG;
  • fraqueza;
  • anemia;
  • coceira na pele;
  • enjoos matinais;
  • náuseas e/ou vômitos;
  • perda de apetite;
  • menor necessidade do uso de medicamentos para diabetes ou insulina.

Caso apresente uma ou mais manifestações, procure seu médico e converse a respeito imediatamente. Para avaliar o funcionamento dos rins, o especialista solicitará exames laboratoriais e de imagem.

Para saber mais, leia o artigo: Qual exame detecta insuficiência renal?

Quando detectada precocemente, a insuficiência renal crônica pode ser tratada e controlada, de modo a retardar seu avanço. Cabe ao nefrologista definir o melhor plano de tratamento, o qual pode ser feito por meio de:

Para concluir, esperamos que a relação entre diabetes e insuficiência renal tenha ficado clara. O mais importante é saber que, ainda que o tratamento da primeira não cure a segunda, não tratar o diabetes acelera a falência dos rins e danifica outros órgãos vitais. Isso, consequentemente, compromete a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida do paciente!

Caso ainda haja alguma dúvida a respeito, entre em contato. A equipe da Clinirim – Clínica do Rim e Hipertensão, localizada em Florianópolis, SC, está à sua disposição!

A Clinirim – Clínica do Rim e Hipertensão Arterial é uma instituição de saúde localizada em Florianópolis (SC) que tem como principal objetivo oferecer bem-estar e qualidade de vida para pacientes portadores de doenças renais crônicas.